FECHADO

Posted in 1 on January 26, 2008 by maschetto

Mas, em breve…

palco

A Música

Posted in Música on June 6, 2007 by maschetto

Tenho paixão pela Música. Não sei bem o porquê. Talvez pelo fato de ter a mãe professora de piano e o pai cantor. E o avô que conhecia óperas como ninguém. Infelizmente, ele não conseguiu me passar muito do seu conhecimento, já que ele faleceu quando eu tinha 6 anos de idade. Ele também era pintor,  ator, projeto de engenheiro, marceneiro…mas isso é outra estória.

Ou talvez pelo fato de, simplesmente, os sons fazerem algum sentido para mim, no meio dessa zona desse mundo. Não, não tenho “ouvido absoluto” nem “ouvido relativo”. Isso é privilégio (ou maldição) para poucos. Esse é um superpoder que me foi privado, que eu gostaria de ter, mas não me faz falta. Conheço pessoas que têm essa habilidade e a maioria delas diz que não gostaria de ter, pois não conseguem apreciar música sem ter a tecnicidade permeando os sons a cada compasso.

Digo “fazerem sentido” pelo fato de, do meu jeito, eu também não apreciar música da mesma forma que a maioria das pessoas. Muitos colocam algo para ouvir e “desligam” os outros 4 sentidos. A música fica sendo apenas “de fundo” para alguma outra atividade paralela. Não que eu eventualmente não faça isso, mas perde-se muito, absurdamente MUITO.

Música é para ser ouvida, sentida, vista, compreendida, absorvida, digerida, assimilada, curtida. Estou falando de BOA música.

E não vou entrar no mérito também do que considero bom ou ruim. Gosto não se discute (filosoficamente no boteco falando), cada um ouve o que quer. A questão é que tem gente perdendo muita coisa, enquanto desperdiça seu tempo com porcarias. Mas, se está feliz com elas, é isso que importa. Afinal, essa é uma das funções da Música.

Eu (e mais alguns milhares de pessoas) costumo dizer que a mais universal das artes é a Música. Os pintores jogam tinta na minha cara, os atores fazem caretas (mas eu me preocupo mesmo com os escultores, fácil tacarem algo pesado na minha cabeça)…

Mas é só pensar de maneira infantil: quem não tem ao menos UMA música favorita? Quem não assobia ou cantarola jingles ou qualquer outra bobeira frequentemente? O que pode te tocar mais: uma melodia ou uma pintura? De alguma forma, os sons penetram no nosso cérebro e fazem o diabo com os neurônios e as sinapses, deixando-nos nervosos ou em êxtase, agitados ou calmos, eufóricos ou contemplativos. E aí vem a pergunta: como é que o fela criou esse negócio???

Há várias formas de composição, das mais elaboradas tecnicamente às mais intuitivas possíveis. Mas nada supera os gênios do passado que tinham muito bem definido em sua cabeça o que queriam transcrever para a partitura. E não só a melodia principal: o baixo contínuo, as 2 ou 3 linhas de violino, viola e cello, os sopros, os metais, etc. e etc. .

Tenho certeza que, lá nos idos do séc. XVII, o puxa-saco do imperador vinha correndo pro João Sebastião (vocês conhecem o João Sebastião, não? João Sebastião Bach! Johann Sebastian é coisa de alemão fresco…) e dizia:

– “Putz, ferrou, o chefe tá vindo nesse final de semana e nem sei o que tocar na festa!”

E Bach, calmamente, devia replicar:

– “Não esquenta, ô simpatia. Deixa que eu componho aqui uma operazinha curta de uns 90 minutos pra ser apresentada na festa. Hoje ainda é 5a. feira, dá tempo até sábado de manhã…”.

Desgramado!

Bom, nas cartas que Mozart escrevia de Viena para seu pai Leopold, num trecho ele diz:

“Hoje à noite demos um concerto, apresentando 3 peças minhas, novas, é claro: um rondó para um concerto de violino para Brunetti, uma sonata para piano com acompanhamento de violino, para mim – esta eu compus ontem à noite entre 11 e meia-noite, mas para poder terminá-la escrevi apenas a parte de acompanhamento para Brunetti, a minha elaborei apenas na cabeça…” (Viena, 8 de abril de 1781)

Que raiva! Geniodozinferno!

E outros mais que, graças aos seus dons, compunham com um pé nas costas, bêbados, nas tavernas escuras, com as mãos engorduradas, em papel sujo com meleca de nariz, e carente de um banho há, pelo menos, uns 10 dias. Maledetos!

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Ainda bem que esses caras eram assim. Acho que, para compensar a genialidade, tinha que ter um lado xexelento. E, graças a isso, evoluíram a Música à categoria de coisa divina-celestial. E, com a paciência e dedicação de outros bons indivíduos, isso chegou até nos, no presente “muderrno”.

Dica do Djãmbers: ponha um fone de ouvido e ouça o Segundo Movimento da Sétima Sinfonia de Beethoven (se não tiver em casa, pegue o arquivo AQUI – cortesia da Orquestra da Columbia University). Não aumente muito o volume, pois ela comeca pianissíssimo mesmo, depois ela pega pesado! E entenda porque nosso amigo Ludovico Beethoven (ok, Ludwig, tá bom) é considerado o Heavy Metal do início do séc. XIX…

Vida longa e próspera!

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